
O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, afirmou que o próximo governador do Estado deve dar prioridade ao ajuste fiscal. Ele defende que sejam adotadas medidas firmes para que o governo mantenha as contas equilibradas e chegue a uma condição que permita ao Estado retomar os investimentos em infraestrutura. Sem isso, além de não superar a dependência federal para qualquer projeto estruturante, afirmou, há o risco de se retornar ao ponto de atrasar salários. “Isso ninguém quer”, alertou.
As afirmações do presidente da Federação das Indústrias foram feitas durante entrevista ao podcast Fala, Indústria!, na última quinta-feira 18, no qual ele destacou as principais ações à frente da instituição em 2025 e as perspectivas para 2026.
Uma das medidas para que o Estado avance na direção da retomada da capacidade de investimento próprio que o presidente da Fiern apresentou foi a privatização. Segundo Roberto Serquiz, diante das informações e análises de dados feitas pelo Observatório da Indústria Mais RN, não surpreendeu a aprovação do Orçamento do Estado para 2026, pela Assembleia Legislativa, com déficit de R$ 1,5 bilhão.
“O Estado tem um déficit de bilhões e isso tem tirado a capacidade de investimento, não há dúvida”, alertou durante a entrevista. “Há uma série de ajustes necessários para que o Rio Grande do Norte conquiste uma condição mais favorável ao desenvolvimento. Os setores público e privado precisam fazer sua parte. O privado está preparado e a Fiern tem trabalhado nesta direção, a exemplo do Projeto de Meritocracia. Mas precisamos de legislações claras, investimentos em infraestrutura, enfim, um ambiente de negócios para um desenvolvimento com sustentabilidade”, reforçou.
Por isso, acrescentou, é necessária essa reestruturação fiscal. “As medidas são inadiáveis. É preciso dar um basta, frear as despesas. As privatizações são alternativas reais e, com isso, utilizar melhor os recursos disponíveis para recuperar o Estado e não ficar dependente do governo federal”, ressaltou.
E apontou: se forem necessárias medidas urgentes e árduas para esse ajuste, o governante deve adotá-las. “Falo isso em nome da Federação das Indústrias, que representa 3.513 empresas associadas, que possuem 130 mil colaboradores”. Em seguida, acrescentou: “Há uma economia no Rio Grande do Norte que precisa crescer e essas correções fiscais são essenciais para que todos tenham segurança. Quem assumir [o governo] deve fazer os ajustes, ou haverá dificuldades seríssimas”.



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