
Apesar da intensa movimentação dos grupos políticos na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, segue sem definir apoio a qualquer chapa majoritária.
Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão de Ezequiel passa por uma questão ainda mais estratégica do que a composição de vice-governador ou espaços políticos em uma futura gestão: a sucessão da presidência da Assembleia Legislativa, cargo que ocupa há quase 12 anos e que lhe garantiu protagonismo no cenário político estadual.
A leitura entre aliados e observadores da cena política é que cada grupo já possui compromissos distintos em relação ao comando do Legislativo estadual. No campo liderado por Álvaro Dias, comenta-se a existência de um entendimento político em favor do deputado Tomba Farias para a futura disputa pela presidência da Casa.
Já no grupo do prefeito Allyson Bezerra, o nome apontado nos bastidores como favorito para assumir o comando do Legislativo seria o deputado Kleber Rodrigues.
Por outro lado, o projeto governista liderado por Cadu Xavier ainda não teria assumido compromisso com nenhum nome para a presidência da Assembleia. É justamente esse fator que tem alimentado as conversas e o forte movimento de aproximação junto a Ezequiel Ferreira.
Mais do que a disputa pelo Governo, o jogo em torno da presidência da Assembleia pode ser o elemento decisivo para definir o posicionamento de um dos principais articuladores políticos do Rio Grande do Norte.






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