A campanha de 2026 entrou definitivamente na fase do “tira-tira”. Nos bastidores, a disputa não acontece apenas pelo voto do eleitor, mas também por prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças que ajudam a montar os palanques em cada município do Rio Grande do Norte.

Prefeito que estava de um lado aparece no outro. Ex-prefeito muda de candidato. Deputado conquista liderança que até então fazia parte da base de um adversário. E, em alguns casos, a disputa acontece até entre candidatos que estão no mesmo palanque majoritário, mas brigam por espaço nas eleições proporcionais.

O movimento mostra que a guerra pela capilaridade municipal está ficando cada vez mais intensa. Para candidatos ao Governo, cada prefeito conquistado significa estrutura política e presença no interior. Para deputados estaduais e federais, tirar uma liderança de um concorrente pode representar milhares de votos a mais — e, principalmente, votos a menos para quem perdeu o apoio.

Por isso, não basta mais anunciar adesão. A ordem agora também é proteger a própria base. Tem candidato trabalhando para conquistar novos aliados enquanto tenta impedir que adversários avancem sobre os seus.

E ainda estamos no começo de agosto. Até outubro, o “tira-tira” promete ser um dos capítulos mais movimentados da eleição potiguar. A briga interna está grande — e ninguém quer perder território.

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